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EQC | Eu Quero Contar

Nascemos da escuta.

Acolhimento, pesquisa, mobilização social e incidência política na prevenção e no enfrentamento da violência de gênero.

Quem Somos

Nossa História

A EQC nasceu da escuta. A história começou durante a pandemia de covid-19, quando os casos de violência doméstica aumentaram e boa parte deles deixou de ser registrada. Nesse período, a advogada e pesquisadora Júlia Poletine, fundadora da organização, conduziu uma pesquisa nacional que reuniu dados e relatos de sobreviventes de violência doméstica de todas as regiões do Brasil.

Essa pesquisa mostrou a importância de criar espaços seguros para que histórias pudessem ser compartilhadas com respeito, responsabilidade e propósito. Os relatos recebidos deram origem ao livro "Eu Quero Contar: relatos do que acontece atrás da porta" e a diversos projetos, antes da formalização da EQC, enquanto personalidade jurídica, em 2026.

Hoje, a EQC atua em projetos, desenvolve pesquisas, iniciativas educacionais e ações de incidência política e mobilização social voltadas à prevenção da violência de gênero e ao fortalecimento do protagonismo e autonomia das sobreviventes como agentes de transformação social.

Por que existimos

Violência de gênero é qualquer ação, omissão ou conduta baseada no gênero que cause ou possa causar morte, lesão ou dano físico, sexual, psicológico, moral ou patrimonial, ocorrida na esfera pública ou na esfera privada. O termo é mais amplo que violência contra a mulher, e pode atingir qualquer pessoa em razão do gênero ou dos papéis que a sociedade espera dela.

Ver fontes e definições legais
  • Convenção de Belém do Pará (art. 1º, 1994, ratificada pelo Brasil em 1995): define violência contra a mulher como qualquer ato ou conduta baseada no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.
  • Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006, art. 5º): configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, ocorrida na unidade doméstica, na família ou em qualquer relação íntima de afeto.
  • ONU (Declaração sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher, 1993, art. 1º): qualquer ato de violência baseada em gênero que resulte ou possa resultar em danos mentais ou sexuais, ou sofrimento para a mulher, incluindo ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, seja na vida pública ou privada. A ONU Mulheres adverte que violência de gênero e violência contra a mulher não são sinônimos, o primeiro é mais amplo e inclui homens e meninos como possíveis vítimas.

A violência de gênero não termina quando uma história é contada. Ela também precisa ser compreendida, documentada, debatida e transformada em conhecimento capaz de fortalecer direitos e promover mudanças sociais.

Existimos para promover acolhimento, produção de pesquisas, conhecimento, mobilização social e incidência política no enfrentamento da violência de gênero, por meio da escuta, da valorização e da difusão responsável das histórias de sobreviventes e de quem está vivendo alguma forma de violência de gênero.

Acreditamos que cada história compartilhada pode ampliar a compreensão sobre distintas realidades, fortalecer o debate público e contribuir para prevenir novas violências.

Visão

O Futuro que sonhamos

Transformar a realidade exige olhar para o presente sem perder de vista o futuro que queremos construir.

Na EQC, nossa visão orienta as escolhas que fazemos hoje e inspira o impacto que buscamos gerar nos próximos anos. Ela representa o compromisso de fortalecer uma cultura baseada na escuta, no acolhimento, na produção de conhecimento e no protagonismo das sobreviventes como caminhos para a transformação social.

Impulsionar uma cultura de escuta, acolhimento e protagonismo das sobreviventes na transformação social e ser referência nacional e internacional na prevenção e conscientização sobre violência de gênero.

Valores

Como decidimos quando é difícil decidir

Nossas decisões não são orientadas por interesses circunstanciais, mas pelos princípios que sustentam nossa atuação desde a origem. São esses valores que garantem a integridade do nosso trabalho, preservando a autonomia das sobreviventes e mantendo os direitos humanos no centro de tudo o que fazemos.

Acolhimento seguro e humanizado

Garantimos espaços de escuta protegidos, respeitosos e livres de revitimização.

Empatia e escuta ativa

Reconhecemos e respeitamos a complexidade das experiências vividas pelas sobreviventes.

Respeito à privacidade e à autonomia

Valorizamos o consentimento, o anonimato e o direito de cada pessoa decidir como e quando compartilhar sua história.

Diversidade, equidade e inclusão

Atuamos de forma interseccional, considerando marcadores sociais como raça, classe, território, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero.

Responsabilidade ética e integridade da informação

Tratamos relatos, dados e conteúdos com rigor, responsabilidade e compromisso com a verdade.

Compromisso com transformação social

Acreditamos na educação, conscientização e mobilização coletiva como caminhos para prevenir a violência de gênero.

Independência e autonomia

Nossa atuação não está subordinada a interesses corporativos, políticos ou institucionais. A sobrevivente e os direitos humanos são o centro de toda decisão.

Manifesto

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Alinhamento Institucional

A atuação da EQC está fundamentada nos princípios dos direitos humanos, da igualdade de gênero e da justiça social.

Desenvolvemos nossas iniciativas de forma apartidária, orientadas pela prevenção, conscientização e enfrentamento da violência de gênero, sempre com centralidade nas pessoas e compromisso com a transformação social.

Também alinhamos nossa atuação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, especialmente:

  • 5 ODS 5 — Igualdade de Gênero
  • 8 ODS 8 — Trabalho Decente e Crescimento Econômico
  • 10 ODS 10 — Redução das Desigualdades
  • 16 ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes
  • 17 ODS 17 — Parcerias e Meios de Implementação
  • 18 ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial

Adotamos uma perspectiva interseccional, reconhecendo que diferentes marcadores sociais influenciam as experiências de violência e o acesso aos direitos.

Equipe

Quem faz acontecer

A EQC é construída por pessoas que compartilham o compromisso de promover acolhimento, conscientização e transformação social no enfrentamento da violência de gênero.

Nossa atuação reúne diferentes experiências, áreas de conhecimento e trajetórias profissionais que, de forma colaborativa, fortalecem cada projeto, pesquisa, iniciativa e parceria desenvolvida pela organização.

Conheça quem faz parte dessa construção.

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Júlia Poletine

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Tayná Leite

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Heloyse

Chief Operating Officer

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Maria

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Luana

Coordenação de [área]

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Sabrina

Coordenação de [área]

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Júlia Rocha

Coordenação de Marketing

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Conselho de Administração

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Conselho Fiscal

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Atuação

O que fazemos

A EQC atua para prevenir a violência de gênero por meio da escuta, da produção de conhecimento e da mobilização da sociedade.

Nossa atuação integra diferentes frentes que se complementam e contribuem para ampliar a conscientização, fortalecer direitos e impulsionar transformações sociais.

01

Acolhimento

Promovemos acolhimento por meio da escuta ativa, da valorização das narrativas e do respeito à autonomia de quem decide compartilhar sua história.

Acreditamos que uma escuta responsável é o primeiro passo para fortalecer o protagonismo das sobreviventes e contribuir para a transformação social.

02

Mobilização Social

Conectamos pessoas, organizações, movimentos e iniciativas comprometidas com a prevenção da violência de gênero.

Promovemos espaços de diálogo, campanhas, eventos e ações que fortalecem redes de apoio, ampliam a conscientização e estimulam o engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

03

Produção de Conhecimento

Transformamos narrativas, pesquisas e evidências em conhecimento acessível e aplicado.

Desenvolvemos estudos, relatórios, notas técnicas, publicações, conteúdos educativos e iniciativas que qualificam o debate público e fortalecem a compreensão sobre a violência de gênero.

04

Incidência Política

Contribuímos para fortalecer políticas públicas, ampliar direitos e promover mudanças estruturais no enfrentamento da violência de gênero.

Nossa atuação busca aproximar conhecimento, sociedade civil, instituições e tomadoras(es) de decisão para ampliar o impacto das evidências produzidas e fortalecer a agenda dos direitos humanos.

Projetos

Nossas iniciativas

Trabalho Sem Assédio (TSA)

O Trabalho Sem Assédio (TSA) é uma iniciativa da EQC voltada à prevenção e ao enfrentamento do assédio moral, do assédio sexual e de outras formas de violência no mundo do trabalho.

O movimento reúne pesquisa, produção de conhecimento, formação, mobilização e incidência política para fortalecer ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e alinhados aos direitos humanos.

Conheça o Trabalho Sem Assédio

Podcast EQC

O Podcast Eu Quero Contar amplia a missão da EQC de valorizar e difundir, de forma responsável, narrativas de sobreviventes da violência de gênero.

A cada episódio, criamos um espaço de escuta para histórias, reflexões e diálogos que contribuem para ampliar a conscientização, fortalecer o protagonismo das sobreviventes e produzir conhecimento sobre diferentes formas de violência de gênero.

Ouça os episódios
Em breve

Observatório GiCS

Em breve

Livro EQC

Em breve

Notas Técnicas

Para quem fazemos?

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Como fazemos?

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Impacto

Nossos números

Pessoas alcançadas 0
Pessoas Capacitadas 0
Relatos recebidos 0
Eventos realizados 0
Publicações produzidas 0

Números em atualização.